terça-feira, 7 de julho de 2009

Assim se vê do que é feito o PSD

O tacticismo, o interesse pessoal de Santana Lopes e do PSD, levaram a que estes inviabilizassem hoje, na Assembleia Municipal com a sua abstenção, a reabilitação do parque edificado de Lisboa.
Não bastou o que fizeram de mal a Lisboa durante os seis anos em que foram governo na cidade, não bastou as dívidas acumuladas que deixaram a empreiteiros, paralisando as obras, não bastou manterem centenas de famílias afastadas das suas casas, porque a intervenção nas suas habitações parou por falta de pagamento, custando todos os anos um milhão e duzentos mil euros em arrendamentos com estas famílias aos cofres municipais.
Eu digo basta, basta porque Lisboa precisa de se afirmar, porque esta cidade tem de reabilitar a sua imagem ,as suas escolas e os bairros que se têm degradado.
A cidade de Lisboa procura hoje acertar o passo rumo a um desenvolvimento sustentável, afirmativo e propulsor de qualidade, mas também de um município capaz e organizado, sustentável e honrado.
É sobre esta Lisboa que vos escrevo, em contraponto com o interesse meramente pessoal e partidário de Santana Lopes e do PSD.

domingo, 5 de julho de 2009

Decisão acertada

Em boa hora, o PS entendeu terminar com as candidaturas simultâneas às eleições legislativas e autárquicas. Um passo muito correcto em nome da transparência e do respeito pelos compromissos assumidos com os eleitores em cada acto eleitoral.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O PSD a preto e branco


O PSD é mesmo isto, anda para traz, para os lados, jamais para a frente, porque o progresso é coisa útil mas só para uns predestinados, brasonados e outros quejandos.

É um partido sem voz, sem chama, puramente cego mas oportunista para clamar uma política a preto e branco e vendê-la a cores.

Nada como lembrar as posições de Ferreira Leite a propósito de Santana ou mesmo do TGV e recordar sem saudade as danças de cadeiras na suposta liderança deste partido político. Quanto cinismo, quanta arrogância e calculismo.

domingo, 21 de junho de 2009

Leonor Coutinho uma grande candidata


A Leonor Coutinho, deu uma excelente entrevista à Lusa, que o SOL nos traz aqui a propósito da sua candidatura à Câmara Municipal de Cascais. É um desafio tremendo, mas a Leonor é uma mulher determinada e muito competente.

Na próxima 3.ªfeira, vai decorrer a apresentação pública da sua candidatura. Espero poder estar presente para a cumprimentar.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Carlos Candal


Falar de Carlos Candal, é lembrar um homem de carácter, uma pessoa séria e com uma imensa e pertinente acção cívica e política, sempre associados a uma gestão da ironia, ao acesso de poucos.

Presto-lhe a minha singela homenagem. Obrigado Camarada!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Novas respostas do Estado com Vasco Vieira de Almeida

Amanhã lá estarei, para poder participar na conferência/debate com uma figura ímpar da nossa sociedade. Uma palavra ainda para o excepcional trabalho desenvolvido pela Fundação Mário Soares, mas também para a nova imagem de participação e actividade que a Fundação Inatel tem vindo a promover sob a liderança do Vitor Ramalho.

sábado, 13 de junho de 2009

Dá que pensar

"A Oposição em Portugal não tem no ADN a responsabilidade. Bloco e PCP são tão democráticos como o PS, o PSD ou o CDS, mas não estão disponíveis para governar no interesse comum".
Paulo Baldaia, director da TSF, "Jornal de Notícias", 13-06-2009

E ver que o BE e o PCP tiveram um crescimento eleitoral, dá que pensar. Interrogo-me se não andamos por vezes a gozar uns com os outros e com isso a manter uma coligação de estruturas radicais e oportunistas que formaram o Bloco, e um Partido Comunista que mantém o mesmo discurso e quase sempre as mesmas caras. A propósito, já imaginaram o Bloco sem Louça, é que eu ainda não conheci outro rosto na sua liderança.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Sobre Cavaco Silva

A respeito de Cavaco Silva, escrevi este post e ainda mais este que convido a visitar.
Para que conste, não se trata de nenhuma obsessão, mas o senhor Presidente anda a fazer por isso.

sábado, 30 de maio de 2009

Fica-lhe mal senhor Presidente

A passagem de Cavaco Silva pela Sociedade Lusa de Negócios (SLN), como accionista, foi lucrativa. O Presidente da República (PR) vendeu em Novembro de 2003 as 105.378 acções que tinha da SLN - empresa que até Novembro controlou o Banco Português de Negócios (BPN) -, por €2,4 cada. Tendo em conta que as tinha comprado em 2001 por €1, Cavaco obteve, com este negócio, ganhos de €147,5 mil.


Ainda me lembro de em Novembro passado o senhor Presidente da República ter negado por comunicado, qualquer possível envolvimento com o grupo da Sociedade Lusa de Negócios (SLN).
Não creio que existam razões para se temer qualquer tipo de envolvimento de Cavaco Silva com o grupo SLN, para além do papel de pequeno accionista. Mas em todo o caso cai mal verificar-se que para todos os efeitos o senhor Presidente da República entendeu ocultar esta informação.
Diz-se por aí, que quando não se deve, não se teme.

Também no CC


sexta-feira, 1 de maio de 2009

Um retrocesso político que fere a imagem dos partidos

A recente lei do financiamento dos partidos representou um enorme avanço face a um passado que colocou por vezes de mais, dúvidas e grandes questões relativamente à legitimidade dos proveitos e angariações financeiras dos partidos políticos.
O agora anunciado retrocesso, mais não representa do que a pior publicidade à já frágil imagem de que goza na opinião pública o espaço político e partidário.
São vários os políticos que reclamam inocência e que dizem sentir-se prejudicados face à latente desconfiança da sociedade civil e sobretudo da opinião pública e publicada, mas só o deputado António José Seguro está disponível para com firmeza contestar através do seu voto, uma proposta que reduz a transparência da vida dos partidos.
Em boa hora, sobram políticos com esta firmeza.

sábado, 18 de abril de 2009

Alberto, o homem mais importante do PSD

Se Alberto João Jardim assim o diz, quem sou eu para o contrariar. É a política de verdade a falar mais alto.
Também no CC

Santana já faz fretes

Como é que disse mesmo?
Ainda há um ano atrás, Pedro Santana Lopes e Ferreira Leite trocavam mais do que uns singelos mimos, atravessando por vezes de mais o limite do aceitável em nome de uma candidatura à liderança do PSD.
Hoje, Santana é o candidato do partido laranja ao município de Lisboa e até ver, fará os fretes a Ferreira Leite.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Mobilização democrática e participativa

António José Seguro defende que a escolha do Provedor de Justiça não deve ser uma função limitada aos partidos. O deputado do PS vai apresentar uma proposta para que os cidadãos possam apresentar candidaturas independentes a este cargo.

Enquanto os líderes parlamentares se debatem e rebatem em torno de um nome para Provedor de Justiça, atingindo por vezes situações publicamente inadequadas, o deputado António José Seguro propõe a abertura de candidaturas a cidadãos independentes, num sinal claro de abertura a uma mobilização democrática e evidentemente mais participativa das pessoas.
Mais uma feliz iniciativa do deputado A.J.Seguro que se junta à importante
"Reforma do Parlamento" que o mesmo coordenou e que foi aprovada em Julho de 2007.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Barroso e os contos de uma política menor

O Dr. Barroso quer ser reeleito presidente da Comissão Europeia e o PSD considera que o PS deve apoiá-lo porque é português. Convenhamos que não deixa de ser um critério aberrante, tratando-se de uma questão europeia. Lá estamos nós sempre com este provincianismo serôdio.
Imaginemos então que o senhor Pinto da Costa quer ser o próximo líder da UEFA. Segundo os critérios do PSD, o senhor Vieira e o senhor Soares Franco deviam ser os seus primeiros subscritores.
Que pachorra para estes jogos de uma política menor.
Que tal olharmos para o que têm sido estes quatro anos do mandato em curso, avaliarmos que Europa se pretende e verificarmos qual o cidadão europeu mais preparado para a função. Seja ele português, francês ou irlandês. Contando que seja europeu e capaz, para mim já está de bom tamanho.
Também no CC

quinta-feira, 2 de abril de 2009

G20 E OS EGOS E ECOS DE UMA ACÇÃO GLOBAL

"No fim da cimeira [do G20] de Londres, os líderes reunidos concordarão numa declaração conjunta, mas as divergências permanecerão".

Joschka Fischer, ex-ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, PÚBLICO, 02-04-2009

O que dizer de uma cimeira onde uma vez mais a Europa primou pela “ausência”, apesar de terem participado a Comissão Europeia, a Itália, a Alemanha, o Reino Unido e a França. As divisões do passado e os interesses de primeira linha divergentes, para além da ausência de uma liderança, não permitem que o “velho continente” se erga para se juntar a Pequim e Washington na resposta à gravíssima crise internacional.
A actual conjuntura de crise mundial era a janela de oportunidade para que a Europa assumisse o seu papel junto de uma nova administração norte-americana, cuja visão e actuação se adivinham mais próximas da matriz europeia.Quando se esperava que esta cimeira representasse para o mundo “uma nova arquitectura financeira e global” como disseram Merkel e Medvedev, assiste-se a uma Europa incapaz de exercer a pressão necessária para que se estruturem soluções comuns para problemas globais. Mas o momento maior da crise num projecto europeu unificado, surge após um extraordinário alargamento aos países do leste europeu, que hoje equacionam a saída, ao verificarem o alheamento das nações mais fortes da UE face aos seus problemas.
A Europa podia e devia assumir um magistério de relações entre nações e perdeu a oportunidade de aproximar a EUA e a Rússia que estão divididos quanto à revisão do Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start II) que caduca no final do ano e mais profundamente na expansão da Nato à Geórgia e Ucrânia, representando um cerco geográfico à Rússia que tem um papel determinante de influência político-estratégica em vários cenários como o Afeganistão ou o Irão.
Não me sobram dúvidas para acreditar nesta declaração conjunta fortemente estruturada numa afirmação política e económica, como é o caso do documento final que visa o “acordo de acção global” para reactivar a economia internacional, e que pretende a reforma do sistema bancário (penalizando dos paraísos fiscais), para além de um gigantesco pacote de estímulo financeiro, a revisão das instituições internacionais, o apoio ao comércio global e novos fundos para o combate à pobreza. Mas a memória, a história e os acontecimentos mais recentes também me dizem que os interesses e egos nacionais sopram ainda mais alto que os interesses globais.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Galo Nacional

Quando nem mesmo o futebol e a nossa selecção (A) conseguem dar o merecido ânimo às aspirações dos portugueses, resta-nos olhar com maior atenção para outros campeonatos e confrontos. Hoje, pelas 18h00, o nosso tenista Frederico Gil defronta o n.º 1 do mundo, na terceira ronda do Torneio de Miami, nos Estados Unidos. O encontro terá honras de court central. Ainda que a tarefa encerre em sim um grau de dificuldade que se prevê ser dificilmente ultrapassada, o português marcou já a história do ténis luso ao ser o primeiro a ultrapassar a 3.ª ronda de um torneio do grande Slam.
O nosso desporto e competição não pode ou merece ser só reduzido ao futebol. De igual forma, a nossa economia e esperança futura não pode caber apenas na Qimonda ou em outras empresas. Olhemos pois com alguma visão estratégica para o futuro e incentive-se e apure-se o empreendorismo, atirando para traz das costas com o eterno "galo nacional" e as contas de última hora.

domingo, 29 de março de 2009

Freeport

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, manifestou hoje o desejo de que «a Justiça vá a fundo e seja célere» no caso Freeport, ao mesmo tempo que pediu que «os políticos não se aproveitem nem interfiram»

Não poderei estar mais de acordo com Paulo Portas, ainda para mais quando nas últimas vinte e quatro horas outros líderes da oposição, vestiram o triste papel de justiceiros e avaliadores do carácter e da moral pública.
O que me inquieta neste processo, são os longos e enigmáticos quatro anos que decorrem sobre o início da investigação, sem que nada de concreto se apure ou identifique. É tempo de mais para que se confie na justiça e no seu papel. Este apontamento deveria merecer da parte dos líderes de opinião, bem como dos líderes dos partidos, a melhor reflexão e actuação.
Mas é sempre mais reconfortante e de acção imediata atirar atoardas sem que se perceba o melindre maior do equilíbrio da nossa democracia.

Também no CC

sexta-feira, 27 de março de 2009

sexta-feira, 20 de março de 2009

O aljube será em boa hora o Museu da Resistência e da Liberdade

Uma feliz notícia para a democracia, para a história e mais ainda para os que viveram os piores e mais difíceis dias da sua vida. Sempre entendi que devemos ter uma consciência da nossa sociedade e da sua evolução.
Um país que viveu durante décadas sob a égide de uma ditadura, pode e deve estruturar a sua jovem democracia com memória.
Por último, uma palavra ainda de enorme apreço para o NAM de que me orgulho de pertencer, apesar da minha jovem idade.
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